BASÍLICA DE NAZARÉ: REFÚGIO, ISOLAMENTO, PATRIMÔNIO E (RE)CONHECIMENTO
Wagner J. Ferreira da Costa O isolamento social em Belém do Pará firmado pelo Governo do Estado desde final de Março do presente ano, na tentativa de amenizar os efeitos nocivos a população causados pelo Coronavírus (COVID-19), pôs em evidência o quanto a cidade que criamos nos assombra e, em contrapartida, permitiu que vislumbrássemos o papel do patrimônio da Basílica Santuário de Nazaré em meio a pandemia, enquanto “refúgio”, que se faz (re)conhecer nos tempos atuais, mesmo que demarcada por uma certa “invisibilidade visiva”, dada a poluição visual do bairro de Nazaré e/ou pela assimilação das formas existentes por parte dos indivíduos da localidade compondo seu cotidiano, e, portanto, como algo “comum”. No seu livro “Paisagens urbanas”, publicação de 1996, Nelson Brissac Peixoto descortina a dimensão da cidade contemporânea como uma justaposição, um cruzamento de espaços e tempos distintos que convivem no mesmo cenário, passando desapercebidos quanto a sua complexidade, em v...