terça-feira, 11 de abril de 2017

TCC - Proposta de Reabilitação de corredor de comércio na avenida Generalíssimo Deodoro - Belém-PA

Com o intuito de divulgar os Trabalhos de Conclusão de Curso desenvolvidos em associação com os professores do Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural (LAMEMO), expõe-se abaixo o trabalho referente à aluna Jéssica Barbosa Tavares, concluinte do Curso de Arquitetura no ano de 2017 e orientada pela Prof.ª Dr.ª Cybelle Salvador Miranda. 

A monografia intitulada  Proposta de Reabilitação de corredor de comércio na avenida Generalíssimo Deodoro - Belém-PA foi apresentada no dia 27 de Março de 2017, no auditório da FAU-UFPA. 

Logo abaixo, segue o resumo, o trabalho completo e o vídeo de apresentação do projeto.

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo uma proposta de reabilitação urbana para a Avenida Generalíssimo Deodoro, um dos corredores comerciais do bairro de Nazaré, localizado em Belém do Pará.  As modificações ocorridas na área de comércio da Generalíssimo, foram impactantes para a paisagem urbana, ocasionando perdas ao patrimônio material da cidade. A avenida apresenta uma gama de edificações de diversos períodos, um conjunto histórico, pouco valorizado, o qual merece ser preservado visto seu valor nas memórias da população usuária.  O trecho também apresenta grande potencial turístico, devido à proximidade com a Basílica de Nazaré e outros prédios relevantes para o contexto do bairro.  A elaboração do projeto deu-se através de pesquisa bibliográfica, de levantamento fotográfico, do estudo de legislação vigente e de cartas patrimoniais, da pesquisa de intervenções semelhantes no Brasil, em uma análise da percepção dos usuários e em um diagnóstico dos problemas encontrados na área.  A proposta consistiu na readequação da programação visual dos comércios através de letreiros e cores, no aprimoramento da iluminação pública e na readequação de mobiliário urbano e dos acessos. Objetivou-se criar um espaço público agradável visualmente, potencialmente turístico e de interesse a preservação cultural.

Palavras  chave:  Reabilitação  urbana;  Generalíssimo  Deodoro;  Patrimônio; Memória; Fachadas comerciais.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SANATÓRIO Vicentina Aranha: entre o passado assistencial e o uso público

Por Emanuella Piani Godinho (Mestranda PPGAU/UFPA)

Localizado no centro da zona urbana de São José dos Campos -SP, mais precisamente no bairro Vila Adyanna, entre as avenidas Nove de Julho e São João, numa das áreas mais valorizadas da cidade e a poucas quadras do Parque Santos Dumont, o sanatório Vicentina Aranha compõe hoje um dos lugares mais visitados da cidade. Esse prestígio, atualmente, se deve à compra de todos os 84,5 mil metros quadrados de área do Antigo Sanatório pela Prefeitura Municipal de São José dos Campos em 2006, convertendo esse perímetro em um espaço aberto ao público nomeado agora como Parque Vicentina Aranha e sendo inaugurado no ano seguinte. O Parque, apesar de completamente cercado, é de livre acesso ao público das 5 da manhã até as 22 horas, configurando uma extensa área arborizada de amplo uso, que abriga uma série de atividades que vão desde eventos culturais gratuitos promovidos pelo parque quanto iniciativas da própria população. Fazendo deste um espaço de convívio e lazer, um cenário que em muito difere do contexto de criação e funcionamento do sanatório.
Figura 1: Pessoas caminhando no Parque.


Figura 2: Mapa com a localização de todas as áreas do Parque.
Com as obras iniciadas em 1918, o sanatório foi uma iniciativa da Sra. Vicentina Aranha, grande dama da sociedade paulistana, expoente de ações filantrópicas, que lutou em favor dos enfermos de tuberculose durante as primeiras décadas do século XX, doença que já se tornava uma epidemia. Esposa do Senador Olavo Egydio, membro da irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, veio a falecer em 1916, antes da inauguração do hospital modelo no tratamento de tuberculose que angariou fundos pra construir. O sanatório, em sua homenagem, passa a carregar seu nome.
Dadas as características da doença e o estigma provocado pela mesma – a maior parte da população era contra a construção do sanatório, temerosa pela “peste branca”, como era conhecida a tuberculose -, se fez primordial a busca de um isolamento adequado para o estabelecimento do hospital. Assim, com a doação feita pela Câmara Municipal de São Paulo foi adquirido em 1914 o terreno de uma chácara em São José dos Campos, nas proximidades de São Paulo, promovendo um ambiente e infraestrutura adequada para o hospital. O Sanatório Vicentina Aranha, então, é inaugurado em 1924, sob a direção da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
O projeto atribuído ao arquiteto Ramos de Azevedo é estruturado no modelo pavilhonar, em que a divisão dos pavilhões correspondia à atividades específicas em cada, permitindo assim uma distribuição de ambientes que mesmo independentes entre si, se integravam de forma eficiente. Além disso, a distância de cerca de 50 metros entre cada pavilhão permitia uma maior ventilação e iluminação natural, e o contato com a arborização do lugar, de modo a oferecer uma maior qualidade pro ambiente do enfermo com propriedades adequadas para a sua recuperação.
Os tratamentos prestados pelo Vicentina Aranha eram tão eficientes que, em 1955, dos 485 pacientes atendidos, apenas 31 vieram a falecer, de modo que, já em 1982, o último paciente atendido com tuberculose no sanatório recebe alta. Isso implicou numa reestruturação do hospital, que em 1993 passa a atender como hospital geriátrico. O mesmo veio a encerrar suas atividades como hospital em 2004, mas com toda a sua estrutura de pé e conservada.
O seu pavilhão central, é a primeira edificação que se visualiza logo na entrada, tendo esta três pavimentos (o terceiro sendo construído apenas em 1943), era onde eram realizados os primeiros atendimentos ao paciente, onde o mesmo era examinado e tinha seu prontuário aberto. Nessa edificação também funcionavam uma sala de radiografia, centro cirúrgico, consultórios médicos e a parte administrativa do hospital. Um elemento que chama atenção nessa edificação é a imponente marquise de ferro fundido no seu hall de entrada, construída em 1931 em estilo em estilo art-nouveau, originalmente com cobertura em vidro.
Figura 3: Pavilhão Central.

Figura 4: Os 3 pavimentos do Pavilhão Central.

Figura 5: A marquise de ferro do hall de entrada.
Uma característica importante sobre o Vicentina Aranha era o fato de ser uma instituição que atendia tanto pessoas dos mais altos níveis sociais quanto aqueles que não tinham condições de arcar com os tratamentos, não havendo distinção no atendimento, apenas na infraestrutura concedida a cada. Dois exemplos notáveis que são bem representativos dessa situação é o Pavilhão São José e o Pavilhão da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. O Pavilhão São José, também conhecido como Pavilhão Grande para Mulheres Indígenas era o local destinado para os doentes que não tinham meios para pagar pelo tratamento, este sendo custeado pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Enquanto que o Pavilhão da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, inaugurado em 1932, se atribui a uma parceria entre a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, na qual sua função era o atendimento exclusivo dos funcionários da Companhia.

Figura 6: Pavilhão São José.

Figura 7: Pavilhão da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Outra edificação que merece destaque aqui é a capela existente na área do sanatório, nomeada de Capela do Sagrado Coração de Jesus, veio a ser inaugurada em 1935 e encontra-se em pleno funcionamento até hoje, realizando missas e cerimônias. Caracterizada como eclética, é descrita como detentora de traços do estilo românico. 
Figura 8: Capela Sagrado Coração de Jesus.

No outro extremo do terreno, no ponto mais afastado de todos os pavilhões e cercado de vegetação, se localiza o necrotério do sanatório. Tendo em vista a gravidade que era a enfermidade da tuberculose naquele período, se fazia necessário possuir esse tipo de serviço dentro das imediações e também justifica seu isolamento dos demais pavilhões. Chama atenção sua entrada em forma de rampa, evidenciando sua forma de uso. Hoje em dia encontra-se abandonado.
Figura 9: O necrotério.
É preciso mencionar aqui que, olhando para dentro de muitos desses pavilhões – com certa dificuldade, haja vista que alguns possuem suas aberturas vedadas por tábuas de madeira – é possível notar um certo abandono ou esquecimento – principalmente dos que desempenhavam as funções mais estigmatizadas.

Figura 10: Vista posterior do Pavilhão Alfredo Galvão.


Figura 11: Antiga marcenaria.
Alguns passaram por processos de intervenção e foram refuncionalizados para atender as necessidades do Parque, seja criando espaços de recreação, cultura, exposições e até mesmo um centro de formação profissional para restauro – o que leva a crer que há um empenho na recuperação dessa enorme instituição.

Figura 12: Academia ao ar livre e Centro de formação profissional para o restauro.
Outros pavilhões, aparentemente estão sofrendo algum processo de intervenção, visto que se encontram com pintura recente e reformados, por mais que, até então, ainda não assumam nenhuma função.

Figura 13: Pavilhão São João.
Há de se supor que a dificuldade de recuperação de alguns desses pavilhões se dê em razão das especialidades de cada um destes: uns servindo como sala de cirurgia, outros como sala de radiografia, necrotério, laboratório, marcenaria etc. Apresentando assim, uma certa complexidade em adequação para uso público do Parque, atualmente.
A questão é que, por mais que por anos o Vicentina Aranha tenha sido um local marcado pelas enfermidades e dor, este complexo tem uma relação profunda de pertencimento e memória com a população e cidade de São José dos Campos. É possível notar o quanto a população guarda uma relação de apreço e afeto pelos serviços prestados pelo Vicentina Aranha, assim como se vê como parte integrante deste. Na minha visita ao Parque pude perceber isso através de um senhor que espontaneamente começou a conversar comigo mencionando a tristeza de ver alguns daqueles pavilhões sem uso e reformas, e brevemente contou como a história do Vicentina Aranha se cruzava com a dele: “(...) meu pai foi pintor aqui por muitos anos. Nesses pavilhões aí, certamente tem algumas pinceladas dele”.

Figura 14: Pavilhão São José.

Portanto, o passado sanatorial de São José dos Campos é algo importante num contexto institucional e social, e digno de ser não somente preservado, mas rememorado. São notáveis as iniciativas do Parque em narrar - seja através das placas de identificação ou de exposições com imagens antigas do sanatório - um passado que, dado o seu contexto, urge em ser esquecido. E mesmo com algumas dificuldades, que este complexo seja um exemplo que o estigma atribuído a este no passado não venha a destruir a sua história, pelo contrário, dar ao mesmo uma nova vida.


Fotos: Emanuella Godinho, 2016.

FONTES
http://www.pqvicentinaaranha.org.br
http://historiasjc.blogspot.com.br/2012/05/sanatorio-vicentina-aranha.html
http://vicentina90.ovale.com.br/








quarta-feira, 16 de novembro de 2016

MOBILIDADE UFOPA inicia intercâmbio entre o LAMEMO e o Curso de Bacharelado em Geologia em Santarém

A convite da professora Estefany Miléo de Couto, da UFOPA, o LAMEMO acolheu o graduando Cleberson Vieira (Figura 1), durante três semanas de intensas atividades na UFPA. Sob a orientação da professora Cybelle Miranda e tutoria do mestrando Luiz Rabelo, Cleberson cumpriu um vasto cronograma de aulas, visitas e debates dedicados ao turismo e ao patrimônio histórico, bem como leitura e resenha de textos. O discente finalizou o estágio elaborando um Roteiro geoturístico para o Centro Histórico de Belém (Figura 4), elaborado à semelhança daquele desenvolvido no Projeto de extensão “Patrimônio Histórico e Geociências: iniciativas de divulgação e preservação através da Educação” que, além de abarcar informações multidisciplinares, inova por considerar os emblemáticos pontos de trocas simbólicas, comerciais e sociais do Complexo Paisagístico do Ver-o-Peso. O estágio foi marcado com Seminário final (Figuras 2 e 3) no dia 07 de novembro de 2016, no qual o discente pode explicar sua proposta de roteiro aos membros do Laboratório, os quais tiveram contato também com o roteiro desenvolvido em Santarém. De modo geral, o intercâmbio reforçou os laços entre as duas instituições, fomentando a compreensão do complexo mundo do patrimônio na nossa região amazônica.

 Figura 1: Discente Cleberson Vieira.
Foto: Ana Paula Figueiredo

 Figura 2: Cleberson Vieira apresentando a sua pesquisa à equipe do LAMEMO.
Foto: Ana Paula Figueiredo.

Figura 3:  Apresentação da pesquisa e debate com os membros do laboratório.
Foto: Ronaldo Carvalho.

                      Figura 4:  Roteiro geoturístico para o Centro Histórico de Belém




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Reunião do Projeto "Pedra do Peixe no Ver-o-Peso: Etnografia em um lugar simbólico no Centro Histórico da cidade de Belém do Pará".

     Na última sexta-feira (19/08) foram iniciadas as atividades do Projeto "Pedra do Peixe no Ver-o-Peso: Etnografia em um lugar simbólico no Centro Histórico da cidade de Belém do Pará" pelo Programa de Apoio ao Doutor Pesquisador (PRODOUTOR), coordenado pelo Prof.º Luiz de Jesus Dias da Silva. O objetivo geral do projeto é etnografar atividades nativas realizadas diariamente na Pedra do Peixe do Ver-o-Peso com a dinâmica da recepção e distribuição do pescado para a cidade, analisando as consequências da extensão dessas atividades para o Centro Histórico e a observação do vínculo ao lugar como alicerce da preservação patrimonial.
     A reunião inicial da equipe de pesquisa aconteceu no Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural (LAMEMO) e contou com a participação dos professores Cybelle Miranda, Ronaldo Marques de Carvalho e Celma Chaves, o mestrando Luiz Rabelo e a bolsista de iniciação científica Suelen Vieira.

Foto: Nathalia Sudani

Foto: Nathalia Sudani

Foto: Nathalia Sudani

Foto: Nathalia Sudani

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

TCC - Arquitetura e Memória em Saúde

Continuando com a ação de disponibilizar aqui no blog os trabalhos finais de conclusão de curso dos alunos orientados pelos professores associados ao laboratório, resgatamos o trabalho de conclusão de curso da Laura Caroline de Carvalho da Costa, orientado pela Prof.ª Dr.ª Cybelle Salvador Miranda, cujo o título é Arquitetura e memória em saúde: Projeto museográfico para o Instituto Evandro Chagas, em Belém-Pa, realizado no ano de 2013.

Logo abaixo, segue o resumo e o trabalho completo.


RESUMO
O estudo apresentado neste trabalho aborda os principais conceitos da museologia e suas aplicações nas mais diversas áreas, entre elas a ciência, promovendo atividades que incentivam a educação, interatividade e o interesse pelo assunto na comunidade em que se insere. Como forma de exemplificar esses conceitos de maneira prática e atender a uma necessidade já observada, tem-se como proposta um projeto museográfico para o Instituto Evandro Chagas, mesclando as funções de museu histórico e de ciência, com o objetivo de divulgar a história e a memória da instituição e seus avanços nas pesquisas científicas que são reconhecidos tanto no Brasil quanto no exterior. O trabalho inclui, além do estudo de caso de museus de história e de ciência, o projeto de adaptação ao novo uso para o edifício, o projeto luminotécnico e os estudos de levantamento da edificação produzidos como resultado da disciplina Restauro de Bens Culturais e Imóveis, realizada em 2011.

Palavras-chave: museologia, museografia, arquitetura, patrimônio.



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

IV ENANPARQ: Diálogos ampliados na Sessão "Arquitetura Assistencial e Saúde: discutindo concepções e protagonistas".


Entre os dias 25 e 29 de julho de 2016, ocorreu no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na cidade de Porto Alegre, o IV ENANPARQ, encontro bianual promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ). As conferências foram realizadas no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS.

Figura 1: Prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS.

Figuras 2 e 3: Debates durante a sessão.

Dentre as sessões previstas na programação, no dia 28 de julho houve a sessão Arquitetura Assistencial e Saúde: discutindo concepções e protagonistas, presididas pela Prof.ª Dr.ª Cybelle Salvador Miranda e pela Prof.ª Dr.ª Marcia Rocha Monteiro. Foram selecionados cinco trabalhos para compor a sessão a fim de discutir os respectivos trabalhos de acordo com a temática central.

Figura 4: Prof.ª Cybelle Miranda e Prof.ª Márcia Monteiro durante a sessão.

Figuras 5, 6 e 7: Apresentação dos trabalhos selecionados: Andreia Lopes, Cecilia Ribeiro e Antônio Carvalho.

Logo abaixo, segue o título dos trabalhos selecionados para a apresentação, o resumo da sessão, o currículo resumido das mediadoras, além do arquivo em PDF do artigo Arquitetura Assistencial e Saúde: discutindo concepções e protagonistas.

Trabalhos selecionados para apresentação

1. Andreia de Freitas Lopes e Marília Maria Brasileiro Teixeira Vale (Universidade Federal de Uberlândia): O PIONEIRISMO E A OBRA DE FREI EUGÊNIO MARIA DE GÊNOVA EM UBERABA E A CONSTRUÇÃO DE UMA CIDADE MAIS SALUBRE (figura 5)
2. Luiz Amorim e Cecília Ribeiro (Universidade Federal de Pernambuco): DO HOSPITAL DE PRONTO SOCORRO DO RECIFE AO HOSPITAL DA RESTAURAÇÃO: O ESPAÇO HOSPITALAR EM DOIS TEMPOS (figura 6)
3. Antonio Pedro Alves de Carvalho (Universidade Federal da Bahia): MEIO AMBIENTE E ESTABELECIMENTOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE: DA SEGREGAÇÃO À HUMANIZAÇÃO
4. Ana Paula Vieceli (PROPAR/Universidade Federal do Rio Grande do Sul): A CASA E O CAIS: DISJUNÇÃO DA ARQUITETURA NO ENCONTRO COM OS LUGARES DA LOUCURA (figura 7)
5. Leila Lopes e Natalia Naoumova (Universidade Federal de Pelotas): O uso da cor como ferramenta de humanização de ambientes de assistência à saúde infantil sob a percepção do usuário: caso de estudo Pelotas – RS

Arquitetura Assistencial e Saúde: discutindo concepções e protagonistas 

Inscrita no corpo das investigações sobre a arquitetura da saúde, a definição conceitual e de concepções da Arquitetura, cumprindo o papel de ‘auxílio’ proposto sob o signo da caridade, da filantropia e da assistência, constitui o cerne desta sessão de discussão. Propõe-se destacar o projeto de arquitetura, considerando o entrelaçamento desses dois campos de saber: arquitetura e saúde, na trajetória histórica da instituição hospitalar, seja em aspectos físico-funcionais, estéticos, médico-científicos, tecnológicos, geográficos, socioculturais, políticos ou econômicos. Cumpre ainda compreender a Arquitetura assistencial no contexto de seus financiadores e projetistas, sejam eles monarcas, arquitetos, médicos, mecenas, filantropos ou instituições, acentuando os trânsitos entre Brasil e Portugal, nos séculos XIX e XX e o diálogo com pesquisadores de outros domínios territoriais. Esta sessão faz parte do Grupo de pesquisa “Saúde e Cidade: arquitetura, urbanismo e patrimônio cultural", registrado no Conselho Nacional de Pesquisa – CNPq (Brasil), integrando pesquisadores da Universidade Federal do Pará e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e busca dar continuidade ao Colóquio Internacional Arquitetura assistencial luso-brasileira da Idade Moderna à contemporaneidade: espaços, funções e protagonistas, realizado em novembro de 2015 em Lisboa, em cooperação entre a Universidade Federal do Pará, a Universidade de Lisboa e a Universidade Lusíada, integrando neste painel a Universidade Federal de Alagoas. No âmbito das pesquisas realizadas por esse Grupo, as investigações sobre a arquitetura da saúde ampliaram-se, ganhando novos contornos com o diálogo interinstitucional, no Brasil e Além-Mar, abrangendo a assistência à saúde da população de um modo geral e suas especificidades como a institucionalização da assistência à saúde do trabalhador. Soma-se a isso a visão necessária aos objetivos das instalações físicas que constituem sua materialidade e que o arquiteto tem como ação básica estabelecer ordenação estética e técnica e aplicar esses conceitos às diferentes necessidades e interesses dos grupos sociais alvos.
Palavras-chave: Arquitetura assistencial; Patrimônio da saúde; modelos hospitalares; intercâmbios culturais.

Curriculum resumido

Cybelle Salvador Miranda, Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal do Pará e Doutora em Antropologia pela mesma Universidade, com Pós-doutoramento em História da Arte pela Universidade de Lisboa. Coordena o Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural (LAMEMO), da Universidade Federal do Pará e é vice-diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA. Investigadora associada ao Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e europeias (CLEPUL/Universidade de Lisboa), Integrante dos Grupos de pesquisa junto ao CNPq “Cidade, Aldeia e Patrimônio”, “Representações, imaginário e tecnologia”; "Saúde e Cidade: arquitetura, urbanismo e patrimônio cultural". Recebeu bolsas da CAPES na Pós-graduação e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Lidera pesquisas com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e do CNPq.

Marcia Rocha Monteiro, Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Alagoas, UFAL, (1981); Doutora em Ciências Humanas: História Econômica, FFLCH-USP, (1997-2001) bolsa Capes, tese Saúde e Açúcar: História, Economia e Arquitetura do Hospital do Açúcar de Alagoas, 1950-2000; Pós-doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, FAU-USP, (2004-2006) bolsa CNPq, sob supervisão do Professor Titular Nestor Goulart Reis Filho; Docente em Cooperação Técnica no Departamento de Medicina Preventiva DMP da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, ( 2007-2010), atuando como: Docente do Curso de Medicina nas Unidades Curriculares Necessidades em Saúde (2º ano) e Vigilância em Saúde (3º ano); Membro do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão NAI-UNIFESP; e Colaboradora do Departamento de Engenharia, DEI-UNIFESP. Docente da Universidade Federal de Alagoas desde 1982, sendo Coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAU-UFAL, Campus Maceió (1986-1991) e (2011-2012), atualmente Professora Associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas, FAU-UFAL, exercendo a função de Vice-Diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, FAU-UFAL, Campus Maceió (mandato 2014-2017). Publicações: A saúde Pública em Alagoas no Brasil Império: caminhos e descaminhos (2004), reeditado em 2013; Hospital do Açúcar de Alagoas: arquitetura e assistência à saúde - 50 anos de História (2015).


sexta-feira, 17 de junho de 2016

TCC - Arquitetura Religiosa e o resgate do Sagrado em Belém-Pa

A partir de agora, o Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural (LAMEMO) irá disponibilizar aqui no blog os trabalhos finais de conclusão de curso dos alunos orientados pelos professores associados ao laboratório.
Para iniciar este novo ciclo, o primeiro trabalho a ser publicado será o de Wagner José Ferreira da Costa, orientado pela Prof.ª Dr.ª Cybelle Salvador Miranda, cujo o título é Arquitetura Religiosa e o resgate do Sagrado em Belém-Pa, que foi defendido no dia 7 de junho de 2016.

Logo abaixo, segue o resumo e o trabalho completo.


RESUMO

O presente estudo tem por base resgatar a função simbólica da arquitetura religiosa em Belém do Pará, fazendo uma análise comparativa entre três templos de diferentes religiões, buscando identificar e compreender os elementos arquitetônicos que funcionam como ponte para que seus frequentadores possam perceber e entrar em comunhão com o sagrado residente nestes espaços, elucidando os motivos pelos quais esta qualidade é perdida. Através de pesquisa bibliográfica, levantamento fotográfico e documental, além de pesquisa de campo de natureza qualitativa, em concordância com ramos de conhecimento multidisciplinares tais como psicologia, metafísica e teologia, buscou-se comprovar a influência dos elementos simbólicos que elevam os indivíduos à união com o divino, a reafirmação do arquiteto como produtor de um espaço sagrado, e a importância de resgatar a função do templo religioso como símbolo.


Palavras-chave: Arquitetura Religiosa; Símbolos; Percepção ambiental; Belém-PA.